Somos uma geração de amores fugazes, nem um pouco furiosos, nem um pouco densos. A gente põe boia no braço pra mergulhar em alguém e ainda jura pros outros de pés juntos que adoraria ser puxado pra baixo com âncora no pé. Dividimos a atenção em possíveis amores, possíveis nomes a serem decorados com prazo de validade. O nosso amor se transformou em duas setas indicadas numa mensagem nunca respondida.
Daniel Bovolento (via hipertrofias)






